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14/03/2019 CMN debate políticas públicas de resíduos sólidos em Natal

Por propositura do vereador Kleber Fernandes (PDT), a Câmara Municipal de Natal realizou, nesta quinta-feira (14), audiência pública para discutir as políticas públicas de resíduos sólidos no município de Natal. Participaram da reunião representantes  da Urbana, Agência Reguladora de Saneamento Básico de Natal (ARSBAN), SEMSUR - Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, Secretaria de Saúde (SMS), dentre outros órgãos.

"Nós convidamos diversos órgãos públicos, assim como a população natalense, porque entendemos que é um trabalho que precisa contar com o envolvimento e interação de toda sociedade civil organizada", afirmou Kleber Fernandes. O vereador destacou que a limpeza dos resíduos sólidos é um trabalho que exige educação. "É necessário realizar um trabalho de educação e conscientização da população, assim como, realizar ações de prevenção, desde às escolas, e destinação correta do lixo. Todo esse trabalho integrado vai garantir uma melhoria na saúde pública e na qualidade de vida  da população de Natal", finalizou Kleber. 

De acordo com Josivan Cardoso, presidente da Urbana, cerca de 728 mil quilos de lixo são recolhidos por dia pela companhia. "A população deve ser constantemente conscientizada a diminuir a produção diária de lixo. Nós temos o aterro metropolitano para depósito, mas precisamos pensar no futuro, em novas alternativas", disse Josivan. O titular da Urbana comentou que o objetivo é proporcionar conhecimentos para que a população tenha condições de reduzir os resíduos. "Nossa finalidade é proporcionar ações para que a população reduza, reutilize e recicle os resíduos sólidos e esteja munida de um sistema de limpeza pública de qualidade, contribuindo para uma cidade saudável", explicou Josivan Cardoso.

Segundo Juliana Araújo, diretora do departamento de vigilância sanitária da SMS, a secretaria fiscaliza frequentemente o descarte dos resíduos. "O resíduo sólido na área da saúde é um resíduo caro. A vigilância sanitária fiscaliza, normatiza como deve ser descartado esse resíduo para que não haja nenhum risco sanitário à população. É importante nós termos a consciência e a educação de destinarmos corretamente esse tipo de resíduo", afirmou Juliana Araújo. 

Para Arnóbio Alves, presidente do Conselho de Defesa Social do Potengi, não existe a interação entre os órgãos públicos e a população. "Não existe a divulgação de informações claras referentes ao descarte do lixo. Está faltando o elo, a comunicação, entre instituições e comunidade para que o cidadão possa se envolver na questão e solucionar os problemas da coletividade", comentou Arnóbio. 

Fátima Rocha, líder comunitária do bairro de Felipe Camarão, também destacou que não há ações de conscientização nos bairros. "Se os órgãos levassem as informações à população seria mais fácil aprendermos como descartar corretamente o lixo, mas eles não chegam ao bairro, não desenvolvem ações de interação com a comunidade que tem poucos conhecimentos sobre  os problemas relacionados ao lixo", disse Fátima.  

 

Texto: Karol Fernandes

Fotos: Marcelo Barroso

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