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06/11/2019 Frente em Defesa do Servidor inicia trabalhos com debate sobre greve na Semut

Nesta quarta-feira (6), foi realizada a primeira reunião da Frente Parlamentar em Defesa do Servidor e do Serviço Público na Câmara Municipal de Natal. Coordenada pela vereadora Divaneide Basílio (PT), a Frente recebeu secretários municipais e servidores para debater a situação dos servidores da Secretaria Municipal de Tributação (Semut), em greve há mais de um mês. Os vereadores Nina Souza (PDT) e Robson Carvalho (PMB) participaram da reunião.

A vereadora Divaneide disse que a Frente iniciou os trabalhos com uma pauta forte que trata do impasse entre os servidores da Semut e a Prefeitura. Eles pedem tratamento igualitário em relação aos auditores fiscais, que também são servidores da pasta e reivindicam reajuste da Gratificação de Atividade Fazendária (GAF) alegando que os auditores receberam rajuste de transporte que saltou de R$ 800 para R$ 2.500. "Foi um reajuste que esta Casa aprovou e isso nos leva a avaliar o que está sendo aprovado em relação a salários e avaliar se beneficia apenas uma categoria, quando outras também necessitam. A Câmara já deveria ter, há muito tempo, esse espaço de diálogo entre servidores e a gestão, em defesa dos interesses do serviço público", declarou a parlamentar.

A coordenadora geral do Sindicato dos Servidores do Município (Sinsenat), Soraya Godeiro, disse que a Semut é uma das secretarias com maior diferença salarial entre as categorias. "Não há mudança de conduta da gestão na política de valorização dos servidores. No caso da Semut, auditores recebem salários altíssimos e ainda ganham indenização de transporte que chega a ser maior do que o salário de servidores do plano geral. Além de estarem com os salários e gratificação congelados, esses servidores sofrem assédio. Por isso, com a Frente, esperamos que haja intermediação da Câmara para que essa política mude", disse a sindicatilista.

Os servidores do plano geral da Semut ocupam funções como técnicos tributários, axiliares de serviço geral, vigias e motoristas. Presentes à reunião, eles denunciaram que a gratificação de transporte que os auditores recebem não é o utilizada para este fim. "Já tivemos desconto na folha por estamos em greve que não é ilegal. Nossos salários e gratificação estão congelados, enquanto o auxílio dos auditores subiu de R$ 800 para R$ 2.500 para ser utilizado em locomoção e isso não acontece porque eles não fazem mais o trabalho em campo. Fazem na própria secretaria", reclamou a servidora Geiza Moura.

Comtudo, o secretário da pasta, Ludenilson Lopes, diz que o reajuste foi aprovado e concedido porque não existe frota na secretaria para a locomoção dos auditores e explica que a diferença ocorre por se tratar de categorias com difrentes aspectos. "Auditores têm carreira específica e mais enxuta que os do quadro geral do município, gerando disparidade. A ajuda de transporte, foi criada porque os trabalhos são feitos nos carros particulares de cada auditor e ficou entendido que manter uma frota própria seria muito mais oneroso", explicou o secretário destacando que a criação da Frente em Defesa do Servidor vai ajudar a encontrar soluções para situações como esta.

Texto: Cláudio Oliveira
Fotos: Marcelo Barroso

Frente Parlamentar - Defesa Servidor Público - 06-11-2019